A Fístula Anal é um trajeto anormal que se forma entre o canal anal e a superfície da pele, geralmente na região perianal. Pode ser simples, com um único trajeto, ou complexa, apresentando múltiplos trajetos secundários. A fístula não cicatriza espontaneamente e normalmente requer intervenção médica ou cirúrgica. É mais comum em homens adultos por volta dos 40 anos, enquanto nas crianças tende a ser congénita.
Na maioria dos casos, a fístula surge devido à obstrução das glândulas anais, provocando inflamação e formação do trajeto fistuloso. Outras causas possíveis incluem traumatismos perirretais ou anais, fissuras, doença de Crohn, Diverticulite, doenças malignas ou infeções como a tuberculose.
Os sintomas mais frequentes incluem abscessos recorrentes, drenagem de pus ou sangue, prurido anal, tumefação e dor local. Em casos de infeção grave, podem surgir sintomas sistémicos. O diagnóstico baseia-se na história clínica, exame físico e, quando necessário, exames complementares como sondagem da fístula, anuscopia, fistulografia, ecografia endoanal ou ressonância magnética. Colonoscopia ou sigmoidoscopia podem ser realizados para descartar patologias subjacentes.
O tratamento é sempre cirúrgico, pois a fístula não cicatriza sozinha. A abordagem depende da localização, complexidade e relação com o esfíncter anal. As técnicas incluem:
O objetivo do tratamento é eliminar a fístula sem comprometer a função do esfíncter anal, garantindo controlo de fezes e gases. Com acompanhamento adequado por gastroenterologistas ou cirurgiões gerais, o prognóstico é favorável e a maioria dos pacientes recupera sem complicações significativas.